domingo, 4 de julho de 2010

2. Uma súplica por aprofundamento no amor fraternalv. 17b• Para que Paulo pede poder do Espírito e plena soberania de Cristo em nós? Paulo ora para que os crentes sejam fortalecidos para amar. Nessa nova comunidade que Deus está formando, o amor é a virtude mais importante. Precisamos do poder do Espírito e da habitação de Cristo para amar uns aos outros, principalmente atravessando o profundo abismo racial e cultural que anteriormente nos separava. • Paulo usa duas metáforas para expressar a profundidade do amor: uma botânica, outra arquitetônica. Ambas enfatizando profundidade em contraste com superficialidade. Devemos estar tão firmes como uma árvore e tão sólidos como um edifício. O amor deve ser o solo em que a vida deve ser plantada; o amor deve ser o fundamento em que a vida deve ser edificada.• Uma árvore precisa ter suas raízes profundas no solo se ela quer encontrar provisão e estabilidade. Assim também é o crente. Precisamos estar enraizado no amor de Cristo.• A parte mais importante num edifício é o seu fundamento. Se ele não cresce para baixo solidamente, ele não pode crescer para cima seguramente. As tempestades da vida provam se nossas raízes e se o fundamento da nossa vida estão profundos (Mt 7:24-29).• O amor é a principal virtude cristã (1 Co 13). O amor é a evidência do nosso discipulado (Jo 13:34,35). O amor é a condição para realizarmos a obra de Deus (Jo 21:15-17). O amor é o cumprimento da lei. O conhecimento incha, mas o amor edifica (1 Co 8:2).
3. Uma súplica por compreensão do amor de Cristo – v. 18,19• O apóstolo passa agora do nosso amor pelos irmãos para o amor de Cristo por nós. Precisamos de força e poder para compreender o amor de Cristo.• A idéia central do pedido provém de duas idéias compreender (v. 18) e conhecer (v. 19). A primeira sugere compreensão intelectual. Significa apossar-se de alguma coisa, tornando-a sua propriedade. Mas o verbo conhecer refere-se a um conhecimento alcançado pela experiência. Portanto, a súplica implica em que os crentes tenham um conhecimento objetivo do amor de Cristo e uma profunda experiência nele. • Paulo ora que possamos compreender o amor de Cristo em suas plenas dimensões: qual a largura, e o comprimento, e a altura, e a profundidade. A referência às dimensões tem o propósito de falar da imensurabilidade desse amor. O amor de Cristo é suficientemente largo para abranger a totalidade da humanidade (Ap 5:9,11; 7:9; Cl 3:11), suficientemente comprido para durar por toda a eternidade (Jr 31:3; Ap 13:8; Jo 13:1), suficientemente profundo para alcançar o pecado mais degradado (o que Cristo fez por nós e o nosso estado – Is 53:6-7), e suficientemente alto para levá-lo ao céu (Jo 17:24 – um inventário espiritual).• Alguns pais da igreja viram nessas quatro dimensões um símbolo da própria cruz de Cristo. É inatingível a magnitude do amor de Cristo pelos homens. • “A fim de poderdes compreender todos os santos” = O isolamento e a falta de comunhão com os crentes é um obstácuo à compreensão do amor de Cristo pelos homens. Precisamos da totalidade da igreja, sem barreira de raça, cultura, cor e denominação para compreendermos o grande amor de Cristo por nós. Os santos contarão uns aos outros sobre suas descobertas e experiências com respeito a Cristo. Veja Salmo 66:16: “Vinde, ouvi, todos vós que temeis a Deus, e vos contarei o que tem ele feito por minha alma”.• “E conhecer o amor de Cristo que excede todo o entendimento” = O amor de Cristo é por demais largo, comprido, profundo e alto até mesmo para todos os santos entenderem. O amor de Cristo é tão inescrutável quanto suas riquezas são insondáveis (3:8). Sem dúvida passaremos a eternidade explorando as riquezas inesgotáveis da gráca e do amor de Cristo. O amor de Cristo tem quatro dimensões, mas elas não podem ser medidas. Nós somos tão ricos em Cristo que as nossas riquezas não podems ser calculadas mesmo pelo mais sofisticado computador.
4. Uma súplica pela plenitude de Deus – v. 19b• Nesta carta aos Efésios Paulo nos fala que devemos ser cheios de plenitude do Filho (1:23), do Pai (3:19) e do Espírito Santo (5:18). Devemos ser cheios da própria Trindade. Embora Deus seja transcendente e nem os céus dos céus podem contê-lo (2 Cr 6:18), ele habita em nós. O pedido de Paulo é que sejamos tomados de toda a plenitude de Deus! Deus está presente em cada célula, em cada membro do corpo, em cada área da vida. Tudo está tragado pela presença e pelo domínio de Deus.• Devemos ser cheios não apenas com a plenitude de Deus, mas até a plenitude de Deus. Devemos ser santos como Deus é santo e perfeitos como Deus é perfeito (1 Pe 1:16; Mt 5:48). • Devemos ficar cheios até o limite, cheios até aquela plenitude de Deus que os seres humanos são capazes de receber sem deixarem de permanecer humanos. • Isso significa também que seremos semelhantes a Cristo, ou seja, alcançaremos o propósito eterno de Deus (Rm 8:29; 2 Co 3:18). • Significa, outrossim, que atingiremos a plenitude do amor, do qual Paulo acabara de falar em sua oração. Então, se cumprirá a oração do próprio Jesus: “… a fim de que o amor com que me amaste esteja neles e eu neles esteja” (João 17:26).• Nós gostamos de medir a nós mesmos, comparando-nos com os crentes mais fracos que nós conhecemos. E então, nos orgulhamos: “Bem, eu estou melhor do que eles”. Paulo, porém nos fala que a medida é Cristo e que nós não podemos nos orgulhar sobre coisa alguma. Quando tivermos alcançado a plenitude de Cristo, então, teremos chegado ao limite.
III. A CONCLUSÃO DA ORAÇÃO

1. A capacidade de Deus de responder as orações – v. 20• A capacidade de Deus de responder às orações é declarada pelo apóstolo de modo dinâmico numa expressão composta com sete etapas:Deus é poderoso para fazer – Pois ele não está ocioso, nem inativo nem morto.Deus é poderoso para fazer o que pedimos – Pois escuta a oração e a responde.Deus é poderoso para fazer o que pedimos ou pensamos – Pois lê os nossos pensamentos.Deus é poderoso para fazer tudo quanto pedimos ou pensamos – Porque sabe de tudo e tudo pode realizar.Deus é poderoso para fazer mais do que tudo que pedimos ou pensamos – Pois suas expectativas são mais altas do que as nossas.Deus é poderoso para fazer muito mais do que tudo quanto pedimos ou pensamos – Porque a sua graça não é dada por medidas racionadas.Deus é poderoso para fazer infinitamente mais do que tudo quanto pedimos ou pensamos – Pois é o Deus da superabundância.
2. A doxologia ao Deus que responde as orações – v. 21• Nada poderia ser acrescentado a essa oração de Paulo senão a doxologia. “A ele seja a glória” – exclama Paulo, a este Deus com poder para ressuscitar, ao Único que pode fazer com que o sonho se torne realidade. O poder vem da parte dele; a glória deve ser dada a ele. • “A ele seja a glória na igreja e em Cristo Jesus, por todas as gerações, para todo o sempre. Amém.” – A igreja é a esfera onde a glória de Deus se manifesta. A Deus seja a glória no corpo e na cabeça, na comunidade da paz e no Pacificador, por todas as gerações (na História), para todo o sempre (na eternidade). Amém.
Rev. Hernandes Dias Lopes

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